Nem sempre, meu caro amigo, nos afinaremos.
Contudo, a maioria das vezes, sim.
É porque algo, que não sabemos, nos une.
Talvez porque nossas falas, intercaladas, falem por nós.
Também pode parecer que somos, um do outro, psicólogos.
Nossos casos de amor, e desamor, são parecidos.
Até já... Deixa pra lá. Ela não iria gostar de ser incluída no poema.
Rimos das mesmas coisas, idiotas, às vezes.
Sonhamos com nossos futuros, longes, agora.
Vivemos com intensidade, no máximo, em tudo que fazemos.
Escrevemos nossos textos, sempre em tempos difíceis, complementares.
Fazemos as coisas, das mais loucas, pelo fato de gostar.
Amamos a música, mesmo que de gêneros diferentes, com ‘touchet’.
Afinal, somos companheiros de jornada.
O que seria de mim sem o Joãozinho?
Nossa amizade é como o monte de apostos acima.
Complementares!
Pra você, meu amigo, este poeminha sem vergonha.
