sexta-feira, 17 de abril de 2009

De Fauzi Arap

Eu vou te contar que você não me conhece
Eu tenho que gritar isso porque você esta surdo e não me ouve
A sedução escraviza você
Ao fim de tudo você permanece comigo mas preso ao que eu criei e não a mim
E quanto mais falo sobre a verdade inteira, um abismo maior nos separa
Você não tem um nome, eu tenho
Você é um rosto na multidão, e eu sou o centro das atenções
Mas a mentira da aparência do que eu sou, e a mentira da aparência do que você é
Porque eu não sou o meu nome e você não é ninguém
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca chegar ao limite possível de aproximação
Através da aceitação da distância e do reconhecimento dela
Entre eu e você existe a notícia que nos separa
Eu quero que você me veja a mim
Eu me dispo da notícia e a minha nudez parada te denuncia e te espelha
Eu me delato, tu me relatas
Eu nos acuso e confesso por nós
Assim me livro das palavras com as quais você me veste.



sábado, 11 de abril de 2009

Lá (Poeminha de duas metades)






Era hoje e ainda estava lá,
Teu cheiro estava impregnado lá.
Tua forma marcou aquele lugar,
Notava-te, lá, como se estivesses presente.
Queria que sim, mas não foi possível.
Que aquele bem durasse toda eternidade,
Também foi meu desejo.
Pude traduzir-te, lá, mesmo de maneira simples.
Quis fazer-te feliz.

Ah! Meu amor,
Se soubesses o quanto estou feliz.
Não pelo que passou, lá, mas pelo que virá
Com o tempo e com a maturação do nosso amor.
Embora haverão muitos outros “lá”, é aqui que te quero.
Dentro de mim, viva como hoje.
Saudável como nunca.
Amada como sempre!