quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Saudades Suas Sentirei





Claro que sentirei saudades.
Saudades de você, de nós.
Ah! Como era bom que ficássemos juntos,
Mas como a vida não é justa com os amantes,
Conosco
não seria diferente.
É por que a Ti, reintegro o que outrora havia dito.
Não somos nós, são eles que nos fazem assim.
E pela última vez, quero dizer
,

Para nunca mais (à Ti),
Eu te amo.













domingo, 16 de novembro de 2008

O Fracassado

Como se o mundo caísse,
Foi assim que aconteceu.
O nada chegou. O vazio da tristeza imensa.
O sentimento do ódio de si mesmo,
Caiu sobre Ele. A Raiva de não conseguir...

Foi sobre Ele e somente sobre Ele,
Que a culpa da própria consciência pesada recaiu.
Que os espasmos da tristeza mostravam atrozes.
Que os demônios se mostravam ferozes....

Eram os demônios da autoconfiança,
Da soberba... Pobre coitado...
E Ele como que um desamparado se fez quieto,
Silencioso, manso outra vez, por nada ter...

Ele ao chorar copiosamente,
Rompeu-se de transbordar de si,
De encher-se de todo o nada.
De lembrar o que queria esquecer.


sábado, 15 de novembro de 2008

Ciclos de Vida



Éramos nós que estávamos lá desde o inicio.
E que fazíamos as mesmas coisas todos os dias.
Éramos os confidentes da razão e as súplicas da emoção.
Éramos nós, somente nós que víamos os horizontes do além.

Os dias passavam por nós e nem assim a angústia do viver,
Transpassava a essência da labuta coletiva e indiferente.
Pela mesma indiferença que tínhamos das coisas fúteis,
Dos sonhos inúteis e dos futuros lindos, sonhados.

Sonhadores com a esperança de ver o futuro tão longe...
Amantes do atual presente passado, como se fosse uma promessa do além...
Viajantes como se embarcássemos na utopia da vida.
Mas nada adiantava.

E voltávamos ao inicio de tudo.
Encontrávamos com nossos sonhos e corpos estirados,
Pasmos, esparsos, expurgados, ressequidos, ressentidos,
Da esperança que fugiu e não deixou um rastro.

E por fim, a jornada se tornava cansativa.
Os corpos já não iam além daquilo.
As mentes não mais trabalhavam,
As falas, de largo iam.

Era realmente o nosso fim.
O fim das coisas que ficaram,
Das esperanças que não passavam
Do agora que ainda não terminava...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Do calor congelante da sinestesia....


Num lago cheio de gelo e calor,


Existem palavras sinestésicas,


Metamórficas, formadoras do eu e você.


Aguardam o desgelo do lago


Para que possam se fundir.


Ficam lá então, inertes, inconsequentes


Até que a luz gramatical as retire de lá.


Elas mesmas, por si sós, por elas, que falam,


Montam o léxico que possuis em seu


Interior e alteram sua vida.


No jogo de luz e sombras,


Ao fundo do lago que espera o desgelo,


Há um espectro em espiral cheio de letras


Que hipnotizam e fixam fonemas e formam vocábulos.


Aquelas mesmas traduzidas, se comuinicam


E comunicam o mundo paralelo entre nós.


Fazem a ponte irreal do sonho, irrealidade mais real.


Transfigura a dúvida do existir, existência menos igual.


Transforma o respeito pelo mais, no menos do nada.


Esxistirá no meio delas uma salvadora?


Haverá uma única que retifique as outras?


Montemos com a, lá; com b, bem; com d, dendê... com você, nós!


Pois, as palavras que moram no gelo dos sonhos,


Tem a capacidade concreta de formar o inexistente.


Pelas palavras que se espelham sob o gelo ultra congelado,


Latentes, gritando por nós, pela vida que nos aguarda,


Pelo jogo a se montar... Abstrato!