quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Do calor congelante da sinestesia....


Num lago cheio de gelo e calor,


Existem palavras sinestésicas,


Metamórficas, formadoras do eu e você.


Aguardam o desgelo do lago


Para que possam se fundir.


Ficam lá então, inertes, inconsequentes


Até que a luz gramatical as retire de lá.


Elas mesmas, por si sós, por elas, que falam,


Montam o léxico que possuis em seu


Interior e alteram sua vida.


No jogo de luz e sombras,


Ao fundo do lago que espera o desgelo,


Há um espectro em espiral cheio de letras


Que hipnotizam e fixam fonemas e formam vocábulos.


Aquelas mesmas traduzidas, se comuinicam


E comunicam o mundo paralelo entre nós.


Fazem a ponte irreal do sonho, irrealidade mais real.


Transfigura a dúvida do existir, existência menos igual.


Transforma o respeito pelo mais, no menos do nada.


Esxistirá no meio delas uma salvadora?


Haverá uma única que retifique as outras?


Montemos com a, lá; com b, bem; com d, dendê... com você, nós!


Pois, as palavras que moram no gelo dos sonhos,


Tem a capacidade concreta de formar o inexistente.


Pelas palavras que se espelham sob o gelo ultra congelado,


Latentes, gritando por nós, pela vida que nos aguarda,


Pelo jogo a se montar... Abstrato!