quarta-feira, 14 de abril de 2010
Pronuncia-te
Pronuncia-te!
Fala a quem te ama.
Deixa que teus dogmas sejam quebrados.
Ama a quem de direito!
Amas-me a mim que estou aqui à espreita de tua alma.
Invoca meu nome como tua salvação.
Faz como tenho feito desde quando te conheci,
Sonha conosco.
Imagina o que perdemos no tempo que já passou.
Cansa-te de esperar. Cansa-te demasiadamente rápido. Cansa-te agora.
Anuncia-te, faz-te, reconstrói-te!
Purifica a tua voz.
Grita.
Chama-me!
Berra aos oceanos que me invadem.
Destrua os alicerces das paredes que nos cerceiam.
Quebra os muros de temos pulado.
Espera-me enquanto vou ao teu encontro.
Pára de correr dos meus sinceros votos que tu finges não ouvir.
Ouça a tua razão.
Pensa na tua vida vazia de quem te ame mais que tudo.
Pensa em mim!
Pensa em tua alma.
Pensa em nós!
Ama-te!
Ama-me!
Sê feliz!
domingo, 4 de outubro de 2009
Ciclos repentinos
E a minha alma volta ao seu estado inicial.
Como um feto desenvolvendo-se,
Ela se cria.
Cuidadosamente, carinhosamente, sagazmente...
Tal qual a força de crescer, é a razão pela qual eu vivo.
Não tenho norte, nem ao menos o sul me guia.
Fico ao centro, às mercês...
E a minha alma retorna ao nascimento.
Imaginando que assim possa libertar-se,
De tudo e todos que aprisionam.
Semelhantemente como fazem os pássaros irrequietos,
Ela voa, sem rumo, para outro lugar ao sol.
E a minha alma volta a morrer.
Morre para viver o que ainda não viveu,
Passa a um plano superior de observação.
Constrói um mirante onde os olhos não vêem o além,
Mas, o presente que morre, inicia e nasce em ciclos repentinamente...
Shannon Botelho
Como um feto desenvolvendo-se,
Ela se cria.
Cuidadosamente, carinhosamente, sagazmente...
Tal qual a força de crescer, é a razão pela qual eu vivo.
Não tenho norte, nem ao menos o sul me guia.
Fico ao centro, às mercês...
E a minha alma retorna ao nascimento.
Imaginando que assim possa libertar-se,
De tudo e todos que aprisionam.
Semelhantemente como fazem os pássaros irrequietos,
Ela voa, sem rumo, para outro lugar ao sol.
E a minha alma volta a morrer.
Morre para viver o que ainda não viveu,
Passa a um plano superior de observação.
Constrói um mirante onde os olhos não vêem o além,
Mas, o presente que morre, inicia e nasce em ciclos repentinamente...
Shannon Botelho
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Ciclos de Vida
Éramos nós que estávamos lá desde o inicio.
E que fazíamos as mesmas coisas todos os dias.
Éramos os confidentes da razão e as súplicas da emoção.
Éramos nós, somente nós que víamos os horizontes do além.
Os dias passavam por nós e nem assim a angústia do viver,
Transpassava a essência da labuta coletiva e indiferente.
Pela mesma indiferença que tínhamos das coisas fúteis,
Dos sonhos inúteis e dos futuros lindos, sonhados.
Sonhadores com a esperança de ver o futuro tão longe...
Amantes do atual presente passado, como se fosse uma promessa do além...
Viajantes como se embarcássemos na utopia da vida.
Mas nada adiantava.
E voltávamos ao inicio de tudo.
Encontrávamos com nossos sonhos e corpos estirados,
Pasmos, esparsos, expurgados, ressequidos, ressentidos,
Da esperança que fugiu e não deixou um rastro.
E por fim, a jornada se tornava cansativa.
Os corpos já não iam além daquilo.
As mentes não mais trabalhavam,
As falas, de largo iam.
Era realmente o nosso fim.
O fim das coisas que ficaram,
Das esperanças que não passavam
Do agora que ainda não terminou...
Shannon Botelho
Rio de Janeiro, 15 de Nov de 2008.
domingo, 23 de agosto de 2009
Coisas...
A sensação do mergulho interior não passa.
Não pelo modo repentino como as coisas passam.
Quintana um dia disse que todos que lhe atravancavam o caminho,
Todos eles passariam e ele, passarinho... Sinceramente não sei.
Comigo as coisas não passam.
Existe uma necessidade latente de libertação.
Uma expurgação dos excrementos fedidos que existem na alma...
Um rancor, uma mágoa sem fim...
Começo do poema...
Ele estava de volta.
Aquele mesmo era ele que retornava das profundas camadas, e com ele o rancor.
Toda vida, a vida toda ele esteve assim,
Não mudaria por nada, também não se sabe por que tenta mudar.
É incapaz!
Mostra a face diretamente quando ferido no ego, quando contrariado.
A falsa serenidade, a falsa modéstia, a verdadeira identidade.
Aquela cujo passado condena, que esconde, mas grita em sua cara.
Uma podre lama que jorra de dentro, que nem as orações do coração deram conta de tirar.
Não há como livrar-se disso...
Entretanto, o momento final se aproxima.
À hora em que o basta chegará.
Em que os caminhos se dividirão, sem uma rota de colisão ou um simples encontro...
Chega a hora em que o nunca mais será dito, sem nenhuma furtiva gota de remorso.
Com ele ficará a semente da terra. Que se do mesmo modo criada, também partirá quando germinar
E a grande doçura de um amor companheiro, que este por pena, espero que não se canse.
A você boa sorte...
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Dúvida
Ainda te amo.
Não deixei de te amar.
Da forma alguma quero te magoar.
Não me pergunte, nem eu sei o porquê.
Tudo era sempre uma aventura,
Sempre inebriante e excitante,
Estar com você era o melhor do mundo.
Mas, sei lá por que passou.
Ah! Somos tão diferentes e tão iguais.
Eu a toda velocidade e você tão quita, parada, tão meiga, tão especial.
Você é única, sempre será.
Nunca poderá existir alguém igual a você.
Singular. É isso! Você é singular.
Vivo um momento muito estranho.
Não sei o que quero de mim.
Não sei nem das minhas expectativas, mesmo estando convicto delas.
Você era uma expectativa ou eu esperava mais de você, não sei bem.
O que sei é que estou sofrendo e você também.
Não quero te machucar.
Você é uma jóia.
Quero ser eternamente seu amigo.
O que fazemos?
Recomeçamos, nos separamos?
Queria que você desta vez dissesse.
Queria que explodisse em respostas...
Mas este é o problema, você não o faz.
Isso realmente me incomoda.
Não quero travar nossas vidas.
O que fazer?
O que dizer?
O que fazer a você?
O que fazer para não sofrer longe de você? Sei que você me ama.
O sofrimento é a única certeza neste momento.
Mas não há amor verdadeiro sem sofrer.
Não há crescimento sem uma perda.
Não mais como...
Desse jeito,
Não pode haver mais, nós...
Não deixei de te amar.
Da forma alguma quero te magoar.
Não me pergunte, nem eu sei o porquê.
Tudo era sempre uma aventura,
Sempre inebriante e excitante,
Estar com você era o melhor do mundo.
Mas, sei lá por que passou.
Ah! Somos tão diferentes e tão iguais.
Eu a toda velocidade e você tão quita, parada, tão meiga, tão especial.
Você é única, sempre será.
Nunca poderá existir alguém igual a você.
Singular. É isso! Você é singular.
Vivo um momento muito estranho.
Não sei o que quero de mim.
Não sei nem das minhas expectativas, mesmo estando convicto delas.
Você era uma expectativa ou eu esperava mais de você, não sei bem.
O que sei é que estou sofrendo e você também.
Não quero te machucar.
Você é uma jóia.
Quero ser eternamente seu amigo.
O que fazemos?
Recomeçamos, nos separamos?
Queria que você desta vez dissesse.
Queria que explodisse em respostas...
Mas este é o problema, você não o faz.
Isso realmente me incomoda.
Não quero travar nossas vidas.
O que fazer?
O que dizer?
O que fazer a você?
O que fazer para não sofrer longe de você? Sei que você me ama.
O sofrimento é a única certeza neste momento.
Mas não há amor verdadeiro sem sofrer.
Não há crescimento sem uma perda.
Não mais como...
Desse jeito,
Não pode haver mais, nós...
sábado, 16 de maio de 2009
Retirando do baú das lembranças
Catei um texto que escrevi há tanto tempo... Postei, espero que gostem.
Aspergir...
Enquanto falavas,
Bebia teu ser e comia tuas palavras
Como se fosse uma fera
Solta no meio a população indefesa sem um super herói.
E teu espirito saltava ao ar,
Numa esfera invisível,
Na esfera amorosa em que via,
Tua face melódica.
E nem sei como, mas a vida do Amor
O deixou e quase morrendo,inspirava uma espécie de ar escasso sem amor,
Já que tudo tinha amor até a água que o Amor bebia, tinha amor!
E querendo ser possuído pelo amor,
Digeria aquilo, que antes comi!
Tuas palavras e Teu ser
Já não mais assustava, nem tinha importância!
Shannon BotelhoRio 26/06/2006.
Aspergir...
Enquanto falavas,
Bebia teu ser e comia tuas palavras
Como se fosse uma fera
Solta no meio a população indefesa sem um super herói.
E teu espirito saltava ao ar,
Numa esfera invisível,
Na esfera amorosa em que via,
Tua face melódica.
E nem sei como, mas a vida do Amor
O deixou e quase morrendo,inspirava uma espécie de ar escasso sem amor,
Já que tudo tinha amor até a água que o Amor bebia, tinha amor!
E querendo ser possuído pelo amor,
Digeria aquilo, que antes comi!
Tuas palavras e Teu ser
Já não mais assustava, nem tinha importância!
Shannon BotelhoRio 26/06/2006.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
De Fauzi Arap
Eu vou te contar que você não me conhece
Eu tenho que gritar isso porque você esta surdo e não me ouve
A sedução escraviza você
Ao fim de tudo você permanece comigo mas preso ao que eu criei e não a mim
E quanto mais falo sobre a verdade inteira, um abismo maior nos separa
Você não tem um nome, eu tenho
Você é um rosto na multidão, e eu sou o centro das atenções
Mas a mentira da aparência do que eu sou, e a mentira da aparência do que você é
Porque eu não sou o meu nome e você não é ninguém
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca chegar ao limite possível de aproximação
Através da aceitação da distância e do reconhecimento dela
Entre eu e você existe a notícia que nos separa
Eu quero que você me veja a mim
Eu me dispo da notícia e a minha nudez parada te denuncia e te espelha
Eu me delato, tu me relatas
Eu nos acuso e confesso por nós
Assim me livro das palavras com as quais você me veste.
Eu tenho que gritar isso porque você esta surdo e não me ouve
A sedução escraviza você
Ao fim de tudo você permanece comigo mas preso ao que eu criei e não a mim
E quanto mais falo sobre a verdade inteira, um abismo maior nos separa
Você não tem um nome, eu tenho
Você é um rosto na multidão, e eu sou o centro das atenções
Mas a mentira da aparência do que eu sou, e a mentira da aparência do que você é
Porque eu não sou o meu nome e você não é ninguém
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca chegar ao limite possível de aproximação
Através da aceitação da distância e do reconhecimento dela
Entre eu e você existe a notícia que nos separa
Eu quero que você me veja a mim
Eu me dispo da notícia e a minha nudez parada te denuncia e te espelha
Eu me delato, tu me relatas
Eu nos acuso e confesso por nós
Assim me livro das palavras com as quais você me veste.
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