Se eu pudesse descrever os abismos,
Estes mesmos infinitos que existem em mim
Não seria tão imparcial, nem ao menos insípido.
Não que queira ser taxado frio,
Mas das piores sensações é a maior não poder ser comum.
Teoricamente inapto para causar perturbações,
Confirmadamente sensível demasiado às grosserias.
Unicamente absorvedor e tenaz às controvérsias.
Sou eu a criatura sabedora de sua singular inutilidade
Que imparcialmente pode acabar com suas formas.
Das mais variadas maneiras, capaz de destruir-te sem dolos.
Da inércia de moral subversiva,
Eu capaz de nada, sou seu tudo.
Tudo que queres, mas não poderás nunca possuir.
Pela simples possibilidade de ser eu esta coisa tão frágil e forte,
Que nunca vai te esquecer...
Nem de Ti, nem de tuas grosserias,
Nem desta tua arrogância maldita.
